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Cultura

Retrospectiva 2023 e perspectivas para 2024 no âmbito da recuperação judicial

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*Por Jessica Farias 

A recuperação judicial é um mecanismo vital para a sobrevivência de empresas em crise financeira. Em 2023, o Brasil enfrentou um cenário econômico desafiador, marcado por instabilidades políticas e oscilações no mercado internacional. Essa conjuntura impactou diretamente o cenário empresarial, resultando em um aumento significativo no número de pedidos de recuperação judicial. 

Retrospectiva 2023

O ano de 2023 foi marcante no que tange aos pedidos de recuperação judicial. Segundo dados do Serasa Experian, houve um aumento de 70% em relação a 2022. Esse crescimento é reflexo direto das dificuldades econômicas enfrentadas pelas empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, que foram as mais afetadas pela crise econômica global.

Um dos setores mais impactados foi o varejista, seguido pelo de serviços e indústria. A elevação da taxa de juros, a inflação e a retração no consumo foram fatores determinantes para essa realidade. Além disso, a incerteza política contribuiu para um ambiente de negócios tenso e imprevisível.

Importante ressaltar que, durante 2023, observou-se uma evolução na aplicação da Lei de Recuperação Judicial e Falências devido às alterações advindas da Lei 14.112/2020.

Perspectivas para 2024

Para 2024, a expectativa é de um aumento nos pedidos de recuperação judicial no setor do agronegócio no Brasil, especialmente devido aos impactos da seca na safra de soja em Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Bahia que será a maior da história. Este aumento nos pedidos de recuperação judicial já foi observado em 2023, e a tendência é que continue agora em 2024. A quebra de safra é um dos principais fatores que motivam agricultores e empresários a buscar a Justiça para renegociar suas dívidas com bancos, colaboradores e fornecedores.

Em novembro de 2023, houve um crescimento de quase 200% nos pedidos de recuperação judicial em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Especificamente entre os produtores rurais, foram registrados 80 pedidos de recuperação judicial até setembro de 2023, quatro vezes mais do que em todo o ano de 2022.

O Governo Federal e diversos municípios estão implementando medidas para minimizar os efeitos da seca no agronegócio, como decretos de emergência e renegociação de dívidas de fundos como o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO). No entanto, mesmo com essas medidas, muitos agricultores e empresários do setor ainda recorreram à recuperação judicial.

Além da seca, outros fatores contribuem para esta situação, como preços mais baixos das commodities, mudança na taxa de câmbio e estratégias de comercialização que não se concretizaram conforme esperado. A situação climática também é uma preocupação, pois pode afetar a produtividade das culturas. O cenário cambial é outro ponto relevante, pois a queda do dólar afeta tanto os preços dos insumos quanto a receita com exportações.

Diante desse cenário, a recuperação judicial se apresenta como uma ferramenta importante para a equalização das dívidas, beneficiando especialmente os pequenos e médios produtores, que têm menor acesso ao crédito e poder de renegociação das dívidas. A situação da safra de soja em Mato Grosso, que deve ter uma quebra significativa, também impactará outros setores, como a criação de gado e aves, devido ao aumento do preço da ração.

Portanto, o setor agro enfrenta um período desafiador em 2024, com grandes possibilidades de aumento nos pedidos de recuperação judicial.

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Expert em Tráfego Pago e Networking Empresarial.

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Com raízes árabe por parte paterna e mentalidade estratégica, Math Sanchez Árabe possui o talento de transformar ideias em verdadeiras minas de ouro.

Atua ativamente em diversas redes de relacionamento empresarial por todo o estado de Santa Catarina, conectando estratégias, pessoas e oportunidades.

Já realizou consultorias para várias empresas com foco em alavancagem de vendas, posicionamento estratégico e crescimento sustentável. Hoje, é reconhecido como expert em tráfego pago, entregando resultados reais, mensuráveis e escaláveis para negócios que buscam crescimento consistente.

 

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Criação de lojas online e sites é com a Mox Mídia.

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Hoje em dia, podemos afirmar que é fundamental ter um site profissional para vender online seus produtos e serviços, além de contextualizar o público sobre a sua empresa. Além disso, para grande parte dos negócios, o segmento online representa uma quantidade significativa das vendas, tanto orgânicas quanto via campanhas.

Na Mox Mídia, toda a nossa inteligência tecnológica é voltada a desenvolver produtos ou sistemas para suprir a necessidade dos nossos clientes. Criar um website ou um sistema de gestão requer muito mais do que uma ideia ou uma equipe de programadores. Requer um time que analise os seus processos, entenda suas necessidades e construa uma solução definitiva para o seu problema.

Um website precisa ter um conteúdo único, explicativo, vendedor e bem escrito. Mas não podemos esquecer de manter a estrutura perfeito para buscadores. Este é o segundo fator mais importante para o sucesso da sua empresa no Google.

Nossa preocupação é construir uma base sólida para humanos e para a máquina, seguindo uma semântica ideal para indexar o seu site e trazer bons resultados orgânicos.

CONTATO:

Site:https://moxmidia.com.br/
E-mail: moxmidia@moxmidia.com.br
Telefone/ Whatsapp: (41) 9 9735-5599

 

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Réveillon em Balneário Camboriú abre a temporada de cruzeiros em Santa Catarina.

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Balneário Camboriú deu início oficialmente à temporada de cruzeiros 2025/2026 durante o Réveillon, consolidando-se como um dos principais destinos do turismo náutico no Brasil.

A temporada segue até 2 de abril de 2026 e deve movimentar cerca de 160 mil passageiros ao longo do período.

Ao todo, o município receberá 47 escalas de navios, com roteiros que incluem destinos nacionais e países da América do Sul, fortalecendo ainda mais a posição estratégica da cidade no cenário turístico internacional.

 

Um dos primeiros navios a atracar em Balneário Camboriú foi o Seabourn Venture, que chegou à cidade com origem no Rio de Janeiro e destino a Montevidéu, capital do Uruguai, marcando o início de um ciclo promissor para o setor.

A prefeita Juliana Pavan destacou a importância da temporada para o desenvolvimento econômico e turístico do município.

“Esta temporada colocará Balneário Camboriú em um setor de destaque no turismo náutico do Brasil, contribuindo diretamente para impulsionar a economia local. O município se preparou para ampliar o turismo de cruzeiros e oferecer uma experiência turística de altíssima qualidade”, afirmou o secretário de Turismo, Evandro Neiva.

 

Nesta temporada, Balneário Camboriú passa a integrar o seleto grupo de cidades brasileiras com porto de embarque e desembarque, ao lado de Santos (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Maceió (AL) e Itajaí (SC). O primeiro embarque oficial a partir da cidade acontece em 26 de janeiro de 2026, com destino a Punta del Este (Uruguai), a bordo do navio Preziosa.

Com estrutura ativa há sete temporadas, o porto de embarque e desembarque funciona como uma ampliação do Atracadouro Barra Sul, contando com a atuação de autoridades federais responsáveis pela fiscalização e controle aduaneiro. O espaço foi projetado para garantir eficiência e segurança, com áreas separadas para embarque e desembarque, sistemas de escaneamento de bagagens, fluxos organizados e controle integrado de segurança e saúde.

Para a diretora executiva do Atracadouro Barra Sul, Juliana Tedesco, o impacto da operação vai além do turismo marítimo.

“Com o alfandegamento, teremos a presença de cruzeiristas por mais tempo na cidade, já que muitos chegam antes do embarque e permanecem em Balneário Camboriú após o desembarque, beneficiando toda a cadeia produtiva do turismo”, ressaltou.

 

Impacto financeiro positivo

A presença dos cruzeiristas representa um impacto expressivo na economia local. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (CLIA Brasil), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), cada passageiro gasta, em média, R$ 710 nas cidades de escala. Já nos municípios com porto de embarque e desembarque, o gasto médio sobe para R$ 920 por pessoa.

Com números expressivos, infraestrutura moderna e uma temporada promissora, Balneário Camboriú reafirma seu protagonismo no turismo de cruzeiros e fortalece sua imagem como destino completo, sofisticado e preparado para receber visitantes do mundo inteiro.

 

FONTE:   Mathaus   Sanches

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